quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Pelo direito de ser eu mesma.
Às vezes, eu acho que vou ficar velha e ainda utilizar camisetas das minhas bandas favoritas. Imagina estar com 60 anos e comprar ingresso para um show? Eu imagino. Não quero perder isso. Não sei se vou mudar. Quer dizer, devo mudar muitas coisas ainda em mim daqui até os 60 anos, mas eu realmente me imagino fazendo boa parte das coisas que faço hoje aos 26 anos.
Não quero perder esse incrível poder de amar. Amar música, amar bandas, amar pessoas... Mesmo que continue amando as pessoas erradas e os caras errados. Tem gente que casa aos 20, morre aos 70 e - que lindo - fez bodas de ouro antes de morrer. Mas vai ver, a pessoa nunca teve uma paixão de verdade. Do tipo que se dá meia volta ou que se devora uma torta de amora no jantar.
Eu me apaixonei uma dúzia de vezes. Trai. Fui traída. Me fodi bonito, mas também fui feliz pra cacete. Namorei, fiquei, paquerei, dei mole, levei fora... Ouvi e disse coisas lindas de mentira e de verdade. Ouvi e disse coisas feias de mentira e de verdade. Aprendi e desaprendi muito. E de todos os sentimentos malucos que coleciono: arrependimento não é um deles.
Já me apaixonei no primeiro aperto de mão.Na frase "Esse daqui é o Fulano..." e ,bicho, é muito doido olhar para alguém e sentir que ele também está vendo o que você está vendo: uma energia doida ao redor que diz: é ele (a)!
Já se declararam para mim no meio de um congresso, num corredor lotado. Já me conheceram durante uma gravação numa praça aberta e ligaram pro meu chefe perguntando quanto custava um dia de gravação comigo. Já viajaram quase 800km para me ver simplesmente porque eu recusei um beijo numa noite de lua cheia em Fortaleza e disse: vem buscar! Já me apaixonei por um cara que vi num programa da MTV e, olha só, nós chegamos a ficar juntos.
Também já devorei uma barra de chocolate assistindo August Rush. Revi as 6 temporadas de Sex and The City 4 vezes só para ver a Carry se ferrando como eu, mesmo depois dos 30. Matei aula para ir a uma praça pública e chorar num banco quando tinha 16 anos. Tomei comprimidos com tequila aos 24 porque achava que a vida realmente não tinha mais sentido.
Ah, e os amigos? Meus amigos merecem um prêmio nobel por ter aguentado todas as ligações de madrugada, os meus choros, os meus gritos... E já que estou falando deles e de todas essas histórias malucas de amores e desamores passados e presentes, concluo esse texto dizendo que o meu maior defeito é amar demais. E, de fato, não sei se quero ser diferente. Quero morrer amando todos eles, como se fossem os melhores do mundo porque eu realmente acho que vocês são. Quero morrer acreditando e amando um estranho e acreditando que, dessa vez, finalmente... É ele!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Eu, a Carrie e o Blogspot não aceita mais parágrafos desde quando?
“Sabe, tem uma série que tem uma protagonista que me lembra você”. Qual? “Não é fisicamente, até porque não tem nada a ver... Mas algumas coisas da personalidade. É a Carrie do Sex and the City. Ela tem o seu jeito, pelo menos me lembrou você. Charmosa, inteligente, divertida...”.
Não sei se era uma cantada do ex-melhor-amigo que agora, depois de umas merdas da vida, é só amigo, mas eu gostei da comparação. Amo a Carrie, amo “Sex and the city”. Aí como tenho o Box resolvi rever toda a 1ª temporada. Na verdade, eu não resolvi. Era isso ou ver a “Sessão da tarde”. Estou com dor de dente e não fui trabalhar.
Queimei o arroz.
A conversa que deu origem a comparação veio na semana retrasada. Mesma semana em que o caraqueeumaisgosteinosúltimostempos fez aniversário. A gente havia conversado em agosto (dois meses depois da briga fatídica e do nuncamaiseuqueroteversaidaminhacasa). Mas na verdade não foi uma conversa... Está confuso. Vou explicar de novo.
A gente se conheceu na sétima série, estudávamos na mesma sala, mas mal nos falávamos. Por isso eu não lembrei dele quando ele me adicionou no Facebook ano passado. E lembrei menos ainda quando vi as fotos. Existia alguém bonito naquele colégio? Existia alguém tão bonito na minha sala e que eu nunca havia notado? Eu era lésbica? Não, os anos haviam feito muito bem a ele.
Marcaram um encontro com toda a turma. Eu dei mole e ele não percebeu. Desisti. Passamos a conversar meses depois. Eu dei mole de novo e ele me chamou pra sair. Saímos e não nos beijamos. Igual a “regra do primeiro encontro” da Carrie. Igual. Continuamos nos vendo e nos falando, até o beijo se tornar o melhorprimeirobeijodomundo, até o cheiro se tornar o melhorcheiodomundo, até o abraço rodopiado na beira do rio se tornar omelhorabraçodomundo e, meses depois, até o sexo se tornar osexomaisgostosodomundo.
Mas eu sou a Carrie. Neurótica. E estraguei tudo.
Ele não ajudou, é fato. Mas eu estraguei tudo.
Eusempreestragotudo. Porque eu me apaixono. Porque eu sou a Carrie.
A Carrie foi capaz de mandar o amor da vida dela embora porque ele não quis apresentá-la para a mãe. Porque ela pediu pra ele dizer que ela era a mulher da vida dele e ele não disse. Porque ela queria um grande amor e ele não queria.
Eu mandei ele embora da minha casa e da minha vida em junho. Estávamos juntos há meses (1 ano se contarmos com as idas e vindas) porque ele nunca disse que eu era a mulher certa, porque ele nunca me apresentou para a mãe e porque ele não queria viver o meu romance.
Aí em agosto, eu estava na aula, celular no silencioso, quando tiro da bolsa pra ver a hora e percebo que ele ligou. Duas vezes. “Professora, eu posso ir ao banheiro?”. Estava nervosa. Liguei pra Lari. Ele ligou duas vezes. Não pode ter sido engano, foram duas vezes. “Cara, liga e pergunta o que foi, certo?”. Eu ligar? Eu mal conseguia me segurar em pé, como eu ia ligar? Mandei SMS. Não respondeu.
Duas semanas depois mandei mensagem no Wpp. “Não me liga mais, eu quero te esquecer”. O tipo de coisa que eu só diria numa mensagem, porque jamais conseguiria dizer em voz alta.
Aí veio o aniversário dele. Eu deixei uma mensagem inbox. Ele agradeceu não só a mensagem, mas disse que eu havia sido alguém muito importante.
Eu queria que ele tivesse agradecido só a mensagem.
Eu não queria TER SIDO alguém importante na vida dele. Eu queria SER.
Neuróticatipoacarrie.
Aí na mesma semana que sou comparada com a Carrie pelo amigo, eu recebo uma mensagem inbox e algumas ligações com algumas perguntas: “O que eu fazia de errado? Qual a forma que eu te tratava que mais te incomodava? O que eu fazia que mais te magoava?”. Respondi alguns dias depois, inbox.
Ele nunca respondeu, o que tornou tudo ainda pior, pois quer dizer que eu tenho razão.
Eu não queria ter razão. Eu queria ter ele. Queria ter de volta omelhorbeijodomundo, omelhorabraçodomundo, o melhorcheirodomundo, omelhorsexodomundo.
Hunf.
Carrie questionou Mr. Big. Ela queria ouvir que ele a amava, que ela era a mulher certa. Ele respondeu que tudo tinha seu tempo e que a hora certa chegaria, que ela precisava ter fé. Carrie terminou tudo com ele no final da 1ª temporada:
“Quando ele foi embora, eu chorei por uma semana. Então eu percebi que eu sou uma pessoa de fé. Que eu tenho fé em mim. Que eu sei que um dia encontrarei alguém que terá a certeza que eu sou a mulher certa.”
Eu sou como a Carrie, só que sem uma coluna no New York times, sem fé e sem tantas certezas.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Procura-se
Ele abre a porta do carro. Faz questão de pagar a conta. Tem um bom emprego. É inteligente. Sabe te elogiar. É engraçado. Muito engraçado. Bom de cama.
Contraditório é descobrir que esses caras existem, são de Belém, conhecer um deles e mesmo assim… Não rolar.
Às vezes não é uma questão de química, física ou matemática. Às vezes, é só uma questão de tempo. Existe o tempo certo para se deixar envolver. E eu não estou nesse tempo.
O cara certo não é o perfeito. O cara certo vai te fazer sofrer, talvez por te enganar… Mas teu coração vai acelerar só de pensar em sentir o cheiro dele de novo.
O cara certo é aquele por quem você escalaria o Everest apenas para ter a possibilidade de ficar de conchinha com ele de novo. Uma noite só.
É isso… Procura-se um homem que goste de dormir de conchinha. Tratar aqui.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Um conto de quase amor. Daqueles que se dá meia volta.
* Só postei porque essa história é bonita demais para ficar escondida em um HD.
Me procurou quando chegou. Mandou mensagem, ligou. “Quero te ver”. Coração acelera. Fico fria. Me calo. Penso que não posso sair correndo atrás dele toda vez que ele posar em Belém. Não é assim que funciona. Não existe um botão de “ativar sentimento porque ele não está mais longe de mim”. É isso, não existe um botão. Podia existir, mas não existe. Seria perfeito, mas não existe. Permaneço calada e ele diz: “A gente precisa conversar. Eu tenho muita coisa pra te dizer que nunca disse”. Coração acelera mais. Pergunto para onde iríamos. Ele responde: “Eu só quero te ver. Me deixa te ver. Não faz sentido voltar pra cidade e não te ver”. E eu me desarmo.
Marcamos umas 2 vezes e ele mesmo desmarcou. Pedia desculpas, estava enrolado - como sempre - salvando vidas, arrecadando brinquedos e agendando eventos beneficientes. Nunca fiz isso, nunca faria isso se fosse outro cara. Mas é ele. Então peguei meu carro e estacionei na frente da casa dele ontem a noite e liguei: “Tô aqui na frente, sái um minuto, me dá um abraço e eu juro que vou embora e te deixo trabalhar… Eu só não quero ir dormir hoje sem te dar um abraço”. Ele saiu de casa. Abraço apertado, beijo no canto da boca e eu pude sentir o melhor cheiro do mundo. O cheiro dele. E eu só pensava: “Deus, como consegui ficar dois meses longe desse cheiro?”. Mas não podia falar isso, eu já estava fazendo muito. Ele marcou comigo, cancelou e eu fui lá mesmo assim!! Nunca faria isso por cara nenhum. Geralmente, quando o cara desmarca comigo, eu fico puta ou deixo de falar. Mas ele era diferente, não desmarcou porque não pôde… mas porque quer salvar o mundo. E também, tinha aquele cheiro. Que de tão bom eu não queria largar dele e parar o abraço.
E quando estávamos ali, no meio da rua, no abraço demorado após o beijo de canto da boca, com um céu lindo… Eu de vestido meio rodado - Tipo um filme dos anos 60 de casais que se encontram escondido -, sentindo ele depois de tanto tempo, ele diz: “Teu cheiro… Senti falta do teu cheiro.”
Me desarma.
“Você tá linda”. Permaneço calada, sorrindo e olhando pra ele. Cabelo mais curto, é verdade, mas ele era o mesmo cara… Aquele por quem me apaixonei numa semana no mês de outubro. Era o mesmo, doce, engraçado, espontâneo. E eu vi tudo isso só de olhar. “Entra um pouco, por favor”. Eu digo que só fui dar um abraço, que ele estava ocupado e que eu iria embora. “Não, eu não quero que você vá embora… Fica. Vou fazer duas ligações para agendar as coisas pra amanhã e depois saímos”. Fiz a cara de quem não estava entendendo a mudança de planos. A gente não iria mais sair, certo? Falei isso só com o olhar e ele entendeu. “Mudei de ideia porque senti teu cheiro”.
Ele fez as ligações e nós saímos. Pra onde? Lugar nenhum. Rodamos dois quarteirões. Estacionei e ficamos conversando dentro do carro. Quase 2 horas. Ele falou mais do que eu. Falou que eu mexi com ele de uma forma estranha, que nem ele sabia explicar, que ele estava ficando com alguém quando me conheceu, mas que terminou porque eu o deixava confuso. “Você bagunçou minha vida”. Eu ouvia tudo o que ele falava calada. Só falava quando ele me perguntava. Se eu tava solteira, se tava sozinha, se tinha pretendentes, se gostava de alguém…
Eu gosto de você, seu idiota. Pensei.
E ficamos ali conversando segurando um na mão do outro, nem um beijo sequer trocado. Até que ele deitou no meu colo. Me olhava fixamente por um tempo que nem sei dizer quanto. Só olhava. E eu o olhava. Sorrimos. Fiz carinho. Cafuné até ele fechar os olhos e sorrir inebriado. Estávamos anestesiados. Ele abriu os olhos e me pegou sorrindo também. “Por que tá sorrindo, minha linda?”. Porque você está sorrindo. Nos beijamos.

E ficamos ali, com carinho, com afeto. Sentindo o gosto um do outro até 1h da manhã. Até que veio a pergunta inevitável que todo homem faz nessa situação: “Vem comigo pra casa?”. Não posso, tem sua família. “Eles estão dormindo numa hora dessas…”. Não posso, desculpa.
Fui deixar ele em casa. Estacionei. Ele me beijou dentro do carro e disse “Te ligo pra gente se ver durante a semana de novo”. Foi quando eu senti que era a hora de falar. “Ei, nós só nos vimos hoje porque eu dei uma de louca e vim. A gente não ia se ver, você é super enrolado. Você liga, manda sms, eu sei. Sei que é de verdade, sei que queres me ver, mas não pode. Nunca pode. E eu não vou me prender nisso. Eu não sou assim. O que eu fiz hoje eu não vou fazer de novo. Então, eu prefiro admitir que talvez a gente não se veja mais”. Ele se calou por alguns instantes, abaixou a cabeça olhando pro painel do carro. “Pára com isso, não vai ser assim… Te ligo amanhã”. Me beijou segurando meu rosto com as duas mãos. Abriu a porta do carro, saiu. Ficou com a porta aberta olhando pra mim. Eu disse: “Só quero que você me entenda”. Ele: “Eu entendo, mas é difícil pra mim aceitar a ideia de que eu não vou mais te ver”. Se despediu, eu me calei, ele fechou a porta.
Segui no rumo de casa. Na cabeça: Clarice.
“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do oitavo andar…”.
http://www.youtube.com/watch?v=DCquF-2elo8
Fui cantarolando. Um aperto no peito. Uma vontade de chorar, mas não tinha lágrima. Eu sabia que estava fazendo a coisa certa, mas me sentia burra em fazer. Sentimento estranho.
Até que eu lembrei que não tinha torta de amora em casa. Parei o carro um quarteirão depois da casa dele e liguei: “Eu tô voltando. Preciso te dizer uma coisa”. Ele não entendeu nada. Eu desliguei logo.
Cheguei e ele estava no meio da rua me esperando. Parei o carro, ele entrou. Eu o beijei. Beijei. Beijei. Beijei. Do jeito que deveria ter beijado desde o início. “Eu fui embora, mas fiquei pensando que se a gente não vai mais se ver, se eu realmente acho isso, não tenho porque ter medo da sua família”. Rimos juntos enquanto nos beijávamos. Eu completei: “Vou ter mais uma boa lembrança de você”. Entramos e nós ficamos juntos até as 3h30 da manhã.
Foi tudo lindo.
Me procurou quando chegou. Mandou mensagem, ligou. “Quero te ver”. Coração acelera. Fico fria. Me calo. Penso que não posso sair correndo atrás dele toda vez que ele posar em Belém. Não é assim que funciona. Não existe um botão de “ativar sentimento porque ele não está mais longe de mim”. É isso, não existe um botão. Podia existir, mas não existe. Seria perfeito, mas não existe. Permaneço calada e ele diz: “A gente precisa conversar. Eu tenho muita coisa pra te dizer que nunca disse”. Coração acelera mais. Pergunto para onde iríamos. Ele responde: “Eu só quero te ver. Me deixa te ver. Não faz sentido voltar pra cidade e não te ver”. E eu me desarmo.
Marcamos umas 2 vezes e ele mesmo desmarcou. Pedia desculpas, estava enrolado - como sempre - salvando vidas, arrecadando brinquedos e agendando eventos beneficientes. Nunca fiz isso, nunca faria isso se fosse outro cara. Mas é ele. Então peguei meu carro e estacionei na frente da casa dele ontem a noite e liguei: “Tô aqui na frente, sái um minuto, me dá um abraço e eu juro que vou embora e te deixo trabalhar… Eu só não quero ir dormir hoje sem te dar um abraço”. Ele saiu de casa. Abraço apertado, beijo no canto da boca e eu pude sentir o melhor cheiro do mundo. O cheiro dele. E eu só pensava: “Deus, como consegui ficar dois meses longe desse cheiro?”. Mas não podia falar isso, eu já estava fazendo muito. Ele marcou comigo, cancelou e eu fui lá mesmo assim!! Nunca faria isso por cara nenhum. Geralmente, quando o cara desmarca comigo, eu fico puta ou deixo de falar. Mas ele era diferente, não desmarcou porque não pôde… mas porque quer salvar o mundo. E também, tinha aquele cheiro. Que de tão bom eu não queria largar dele e parar o abraço.
E quando estávamos ali, no meio da rua, no abraço demorado após o beijo de canto da boca, com um céu lindo… Eu de vestido meio rodado - Tipo um filme dos anos 60 de casais que se encontram escondido -, sentindo ele depois de tanto tempo, ele diz: “Teu cheiro… Senti falta do teu cheiro.”
Me desarma.
“Você tá linda”. Permaneço calada, sorrindo e olhando pra ele. Cabelo mais curto, é verdade, mas ele era o mesmo cara… Aquele por quem me apaixonei numa semana no mês de outubro. Era o mesmo, doce, engraçado, espontâneo. E eu vi tudo isso só de olhar. “Entra um pouco, por favor”. Eu digo que só fui dar um abraço, que ele estava ocupado e que eu iria embora. “Não, eu não quero que você vá embora… Fica. Vou fazer duas ligações para agendar as coisas pra amanhã e depois saímos”. Fiz a cara de quem não estava entendendo a mudança de planos. A gente não iria mais sair, certo? Falei isso só com o olhar e ele entendeu. “Mudei de ideia porque senti teu cheiro”.
Ele fez as ligações e nós saímos. Pra onde? Lugar nenhum. Rodamos dois quarteirões. Estacionei e ficamos conversando dentro do carro. Quase 2 horas. Ele falou mais do que eu. Falou que eu mexi com ele de uma forma estranha, que nem ele sabia explicar, que ele estava ficando com alguém quando me conheceu, mas que terminou porque eu o deixava confuso. “Você bagunçou minha vida”. Eu ouvia tudo o que ele falava calada. Só falava quando ele me perguntava. Se eu tava solteira, se tava sozinha, se tinha pretendentes, se gostava de alguém…
Eu gosto de você, seu idiota. Pensei.
E ficamos ali conversando segurando um na mão do outro, nem um beijo sequer trocado. Até que ele deitou no meu colo. Me olhava fixamente por um tempo que nem sei dizer quanto. Só olhava. E eu o olhava. Sorrimos. Fiz carinho. Cafuné até ele fechar os olhos e sorrir inebriado. Estávamos anestesiados. Ele abriu os olhos e me pegou sorrindo também. “Por que tá sorrindo, minha linda?”. Porque você está sorrindo. Nos beijamos.

E ficamos ali, com carinho, com afeto. Sentindo o gosto um do outro até 1h da manhã. Até que veio a pergunta inevitável que todo homem faz nessa situação: “Vem comigo pra casa?”. Não posso, tem sua família. “Eles estão dormindo numa hora dessas…”. Não posso, desculpa.
Fui deixar ele em casa. Estacionei. Ele me beijou dentro do carro e disse “Te ligo pra gente se ver durante a semana de novo”. Foi quando eu senti que era a hora de falar. “Ei, nós só nos vimos hoje porque eu dei uma de louca e vim. A gente não ia se ver, você é super enrolado. Você liga, manda sms, eu sei. Sei que é de verdade, sei que queres me ver, mas não pode. Nunca pode. E eu não vou me prender nisso. Eu não sou assim. O que eu fiz hoje eu não vou fazer de novo. Então, eu prefiro admitir que talvez a gente não se veja mais”. Ele se calou por alguns instantes, abaixou a cabeça olhando pro painel do carro. “Pára com isso, não vai ser assim… Te ligo amanhã”. Me beijou segurando meu rosto com as duas mãos. Abriu a porta do carro, saiu. Ficou com a porta aberta olhando pra mim. Eu disse: “Só quero que você me entenda”. Ele: “Eu entendo, mas é difícil pra mim aceitar a ideia de que eu não vou mais te ver”. Se despediu, eu me calei, ele fechou a porta.
Segui no rumo de casa. Na cabeça: Clarice.
“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do oitavo andar…”.
http://www.youtube.com/watch?v=DCquF-2elo8
Fui cantarolando. Um aperto no peito. Uma vontade de chorar, mas não tinha lágrima. Eu sabia que estava fazendo a coisa certa, mas me sentia burra em fazer. Sentimento estranho.
Até que eu lembrei que não tinha torta de amora em casa. Parei o carro um quarteirão depois da casa dele e liguei: “Eu tô voltando. Preciso te dizer uma coisa”. Ele não entendeu nada. Eu desliguei logo.
Cheguei e ele estava no meio da rua me esperando. Parei o carro, ele entrou. Eu o beijei. Beijei. Beijei. Beijei. Do jeito que deveria ter beijado desde o início. “Eu fui embora, mas fiquei pensando que se a gente não vai mais se ver, se eu realmente acho isso, não tenho porque ter medo da sua família”. Rimos juntos enquanto nos beijávamos. Eu completei: “Vou ter mais uma boa lembrança de você”. Entramos e nós ficamos juntos até as 3h30 da manhã.
Foi tudo lindo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
The Walking Dead.
Acabei de assistir o último episódio da primeira temporada de "The Walking Dead". Achei incrível quando o cientista explica como funciona o cérebro de um zumbi. Não tem mais a sinergia, lembranças, raciocínio e demais fatores humanos. Apenas o necessário para se mexer e sentir a fome dilaceradora por carne humana.
"Doutor, conheço gente assim na vida real. Elas foram infectadas?". Penso. Ele continua explicando que nunca foi descoberto se a infecção era causada por vírus, bactéria ou o que quer que fosse. "A ausência de fatores humanos também considera a ausência de escrúpulos a ponto de dizer pra alguém que você magoou que ela vai ficar só pra sempre? Quer dizer, ausência de compaixão é considerada um sintoma?". Ele não pode responder não só porque não pode me ouvir, mas também porque a energia do laboratório está acabando e tudo irá explodir em 30 minutos. Todos querem fugir e enfrentar os zumbis no mundo externo mesmo sabendo que há poucas chances. Todos, menos o cientista responsável pelo laboratório, uma mulher negra cujo nome não me recordo agora e Andrea, que havia perdido a irmã há 2 dias. Eles três preferem ficar e morrer na explosão ao enfrentar os zumbis em uma luta - aparentemente - em vão. Dale tenta convencer Andrea a ir embora com ele. Ela recusa. Ele então senta ao seu lado e diz que vai ficar também. Ela reage. Ele então fala uma das coisas mais lindas que já ouvi: "Eu não quero enfrentar aquilo sozinho. Você não pode entrar na vida das pessoas, fazer com que se importem e depois sair". Andrea saiu do laboratório por amor ao amigo Dale, aparentemente uns 40 anos mais velho do que ela.
Eu conheço alguns zumbis. Não andam com aquela maquiagem toda, é verdade, mas são cruéis também. Se movem, fazem ruídos, se alimentam da carne humana, mas, no fundo, não têm lembranças e nem raciocínio logico algum.
Não importa, tenho amigos como o Dale. Deixa eu baixar a segunda temporada logo.
"Doutor, conheço gente assim na vida real. Elas foram infectadas?". Penso. Ele continua explicando que nunca foi descoberto se a infecção era causada por vírus, bactéria ou o que quer que fosse. "A ausência de fatores humanos também considera a ausência de escrúpulos a ponto de dizer pra alguém que você magoou que ela vai ficar só pra sempre? Quer dizer, ausência de compaixão é considerada um sintoma?". Ele não pode responder não só porque não pode me ouvir, mas também porque a energia do laboratório está acabando e tudo irá explodir em 30 minutos. Todos querem fugir e enfrentar os zumbis no mundo externo mesmo sabendo que há poucas chances. Todos, menos o cientista responsável pelo laboratório, uma mulher negra cujo nome não me recordo agora e Andrea, que havia perdido a irmã há 2 dias. Eles três preferem ficar e morrer na explosão ao enfrentar os zumbis em uma luta - aparentemente - em vão. Dale tenta convencer Andrea a ir embora com ele. Ela recusa. Ele então senta ao seu lado e diz que vai ficar também. Ela reage. Ele então fala uma das coisas mais lindas que já ouvi: "Eu não quero enfrentar aquilo sozinho. Você não pode entrar na vida das pessoas, fazer com que se importem e depois sair". Andrea saiu do laboratório por amor ao amigo Dale, aparentemente uns 40 anos mais velho do que ela.
Eu conheço alguns zumbis. Não andam com aquela maquiagem toda, é verdade, mas são cruéis também. Se movem, fazem ruídos, se alimentam da carne humana, mas, no fundo, não têm lembranças e nem raciocínio logico algum.
Não importa, tenho amigos como o Dale. Deixa eu baixar a segunda temporada logo.
domingo, 30 de outubro de 2011
A pior dor do mundo
Cientistas ainda discutem qual seria a pior dor do mundo. A única evidência é que deve ser algo perto da dor do parto ou da dor de pedras nos rins. Para a grande maioria dos estudiosos, a dor é um fenômeno subjetivo e alheio a fatores psicológicos.
Eu concordo.
Eu não tenho PHd em biologia genética, física quântica ou essas outras coisas com nomes bonitos que a gente não sabe direito o que estuda. Na verdade, eu só sou graduada e meu diploma não vale de nada pro Supremo Tribunal Federal do meu país. Mas, eu tenho uma teoria sobre qual seria a pior dor do mundo.
Não lembro se foi durante uma aula de botânica, cinemática, trigonometria ou citologia... Mas foi numa revisão qualquer dessas de cursinho ainda no 2ª ano do ensino médio que eu conheci o meu melhor amigo. Foi amor à primeira vista. Ainda guardo os bilhetes que a gente trocava no intervalo das aulas com piadas internas como “viva la Somália”, essas coisas que só a gente vê graça. Assim como eu tenho back up dos nossos prints de conversas no msn, tão bem guardados como eu guardo na memória cada boa lembrança desses 7 anos de amizade. Quase oito.
A maior parte do tempo, eu sinto como se não fôssemos apenas amigos. Amigos geralmente brigam, deixam de se falar, se distanciam, se magoam, se ignoram. Pelo menos às vezes. Eu sinto mesmo como se nada que ele pudesse fazer fosse me magoar. Sinto como se ele fosse uma parte muito importante do meu interior que foi separada fisicamente de mim. Mas só fisicamente.
Esse sentimento doido e singular que um tem pelo outro, além de ser bem difícil de explicar, é bem mais difícil pras pessoas entenderem. Eu, por exemplo, nunca consegui encontrar um daqueles travesseiros bonitos de quase 200 reais na Imaginaruim escritos “Amigo, eu te amo!”.
É a relação perfeita e é uma utopia minha acreditar que outras pessoas terão por mim a mesma consideração, amor e respeito que ele tem. Não se cobra amor de ninguém. Já aprendi. Mas, eu nunca vou achar normal a displicência que algumas pessoas têm com o sentimentos das outras. Nunca.
So...

A pior dor do mundo é a dor de acreditar que és importante para alguém como esse alguém é para você e descobrir, da pior maneira possível, que você não significa absolutamente nada para esse alguém. Que todas as lembranças bonitas e sentimentos bons não importam para quem você gosta. A pior dor do mundo é gostar tanto de alguém que não se importa nem um pouco com você. (by @speciallgirll)
Porque o ruim não é descobrir que seu amigo era um filho da puta. O ruim mesmo é descobrir que aquele filho da puta nunca foi seu amigo.
Eu concordo.
Eu não tenho PHd em biologia genética, física quântica ou essas outras coisas com nomes bonitos que a gente não sabe direito o que estuda. Na verdade, eu só sou graduada e meu diploma não vale de nada pro Supremo Tribunal Federal do meu país. Mas, eu tenho uma teoria sobre qual seria a pior dor do mundo.
Não lembro se foi durante uma aula de botânica, cinemática, trigonometria ou citologia... Mas foi numa revisão qualquer dessas de cursinho ainda no 2ª ano do ensino médio que eu conheci o meu melhor amigo. Foi amor à primeira vista. Ainda guardo os bilhetes que a gente trocava no intervalo das aulas com piadas internas como “viva la Somália”, essas coisas que só a gente vê graça. Assim como eu tenho back up dos nossos prints de conversas no msn, tão bem guardados como eu guardo na memória cada boa lembrança desses 7 anos de amizade. Quase oito.
A maior parte do tempo, eu sinto como se não fôssemos apenas amigos. Amigos geralmente brigam, deixam de se falar, se distanciam, se magoam, se ignoram. Pelo menos às vezes. Eu sinto mesmo como se nada que ele pudesse fazer fosse me magoar. Sinto como se ele fosse uma parte muito importante do meu interior que foi separada fisicamente de mim. Mas só fisicamente.
Esse sentimento doido e singular que um tem pelo outro, além de ser bem difícil de explicar, é bem mais difícil pras pessoas entenderem. Eu, por exemplo, nunca consegui encontrar um daqueles travesseiros bonitos de quase 200 reais na Imaginaruim escritos “Amigo, eu te amo!”.
É a relação perfeita e é uma utopia minha acreditar que outras pessoas terão por mim a mesma consideração, amor e respeito que ele tem. Não se cobra amor de ninguém. Já aprendi. Mas, eu nunca vou achar normal a displicência que algumas pessoas têm com o sentimentos das outras. Nunca.
So...

A pior dor do mundo é a dor de acreditar que és importante para alguém como esse alguém é para você e descobrir, da pior maneira possível, que você não significa absolutamente nada para esse alguém. Que todas as lembranças bonitas e sentimentos bons não importam para quem você gosta. A pior dor do mundo é gostar tanto de alguém que não se importa nem um pouco com você. (by @speciallgirll)
Porque o ruim não é descobrir que seu amigo era um filho da puta. O ruim mesmo é descobrir que aquele filho da puta nunca foi seu amigo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Entrevista exclusiva com o Amor.
Ele falou com exclusividade sobre seu trabalho e suas dificuldades de atuação.
1.O que te fez me procurar pra dar essa entrevista?
Eu preciso que alguém entenda o meu lado. São muitas cobranças, tento fazer meu trabalho, mas fico cada vez mais sobrecarregado. A minha psicóloga me disse que eu preciso parar com esse preconceito bobo com as redes sociais, a internet e toda essa coisa nova de webespaço. Ela me disse que só por aqui eu poderia me fazer ser ouvido.
2.Como assim ser ouvido? Qual o seu problema com a internet?
Pra muitos, a internet me popularizou. Mas pra mim, foi prejudicial, sabe? É gente dizendo que se ama em cada upload de foto, são scraps musicais com declarações cafonas, palavras de amor sendo utilizadas como cantadas para o Sexo... Não me entenda mal, ele é meu amigo, nos entendemos bem quando trabalhamos juntos. Só que o Sexo tem uma visão diferente da minha dos relacionamentos. E as pessoas confundem isso e me utilizam para chegar nele, sabe? Antes da internet, os poetas, escritores e artistas de um modo geral me ajudaram a conseguir chegar até onde eu cheguei. Só que hoje em dia eu tô ferrado. O fluxo das informações aumentou com o advento da internet e eu tô na merda! É todo mundo dizendo que está apaixonado ou querendo estar! Não sei se fico mais puto com quem usa o meu nome de maneira equivocada ou com quem me xinga por eu não aparecer. As pessoas são muito exigentes com o serviços hoje em dia. Não atendo delivery e minha firma é pequena, tenham paciência!
3.Para muitas pessoas, você não existe mais. O que você acha disso?
Esse papo de que o amor chega pra todos era antigamente. Hoje, eu só quero que elas entendam que eu não consigo atender todo mundo. Você me entende? O cupido não me ajuda mais e fica bem difícil resolver as coisas sem ele. Por isso, ninguém mais se apaixona à primeira vista.
4.O que aconteceu com o Cupido?
Ele cansou de tudo isso. Não é fácil também, sabe? Fazer bilhões de pessoas felizes e continuar sozinho. Ele bem que tentou namorar, mas se zangou comigo porque não era correspondido pelas garotas. Existe uma regra que diz que ele não pode usar uma flecha em benefício próprio. Aí depois de tantas tentativas, ele se rebelou... Da última vez que tive notícias dele, me disseram que ele tinha virado escritor e vivia bêbado em algum bar na Califórnia. Dizem – entenda bem, eu não tenho certeza... – que ele que inspirou um personagem de uma série americana dessas... Um tal de Hank Moody.
5.Você diz que continua trabalhando, mesmo sem a ajuda do cupido. Como funciona isso?
É meio que aleatório. Nós nunca tivemos muitos critérios. A missão era fazer cada alma encontrar a sua outra metade. Trabalhávamos muito, mas erámos felizes porque fazíamos as outras pessoas felizes. Agora, eu preciso procurar muito bem e demoro o dobro do tempo que demorava antes para fazer um casal se apaixonar e mais muito tempo para fazer eles ficarem juntos. As pessoas desistem muito cedo de mim hoje em dia. Se o cara ronca, tem mulher pedindo o divórcio. Tudo culpa da globalização que faz todo mundo acreditar que é possível encontrar coisa melhor. Tudo isso dificulta meu trabalho. É frustrante.
6.Você fala de exigências e falsos sentimentos. Como alguém pode ter certeza que é você?
Não podem. E é aí é que está o grande problema. Quem nunca me sentiu não vai saber nunca se sou eu mesmo.
7.E então?
É preciso arriscar. Mergulhar nas relações sem medo, sabe? E parar de se frustrar comigo quando não dá certo. O que eu queria mesmo era que as pessoas me olhassem por outros ângulos. Quer dizer, eu estou sempre por aí. Quando você vir um pai dando um beijo na testa do seu filho na porta do colégio ou um grupo de amigos na praia se divertindo... Eu estou ali, nos olhos de todos e no barulho de cada sorriso. Parem de me procurar no status de relacionamento do facebook. Eu sou mais do que isso.
Post inspirado no blog de Duda Rangel.
1.O que te fez me procurar pra dar essa entrevista?
Eu preciso que alguém entenda o meu lado. São muitas cobranças, tento fazer meu trabalho, mas fico cada vez mais sobrecarregado. A minha psicóloga me disse que eu preciso parar com esse preconceito bobo com as redes sociais, a internet e toda essa coisa nova de webespaço. Ela me disse que só por aqui eu poderia me fazer ser ouvido.
2.Como assim ser ouvido? Qual o seu problema com a internet?
Pra muitos, a internet me popularizou. Mas pra mim, foi prejudicial, sabe? É gente dizendo que se ama em cada upload de foto, são scraps musicais com declarações cafonas, palavras de amor sendo utilizadas como cantadas para o Sexo... Não me entenda mal, ele é meu amigo, nos entendemos bem quando trabalhamos juntos. Só que o Sexo tem uma visão diferente da minha dos relacionamentos. E as pessoas confundem isso e me utilizam para chegar nele, sabe? Antes da internet, os poetas, escritores e artistas de um modo geral me ajudaram a conseguir chegar até onde eu cheguei. Só que hoje em dia eu tô ferrado. O fluxo das informações aumentou com o advento da internet e eu tô na merda! É todo mundo dizendo que está apaixonado ou querendo estar! Não sei se fico mais puto com quem usa o meu nome de maneira equivocada ou com quem me xinga por eu não aparecer. As pessoas são muito exigentes com o serviços hoje em dia. Não atendo delivery e minha firma é pequena, tenham paciência!
3.Para muitas pessoas, você não existe mais. O que você acha disso?
Esse papo de que o amor chega pra todos era antigamente. Hoje, eu só quero que elas entendam que eu não consigo atender todo mundo. Você me entende? O cupido não me ajuda mais e fica bem difícil resolver as coisas sem ele. Por isso, ninguém mais se apaixona à primeira vista.
4.O que aconteceu com o Cupido?
Ele cansou de tudo isso. Não é fácil também, sabe? Fazer bilhões de pessoas felizes e continuar sozinho. Ele bem que tentou namorar, mas se zangou comigo porque não era correspondido pelas garotas. Existe uma regra que diz que ele não pode usar uma flecha em benefício próprio. Aí depois de tantas tentativas, ele se rebelou... Da última vez que tive notícias dele, me disseram que ele tinha virado escritor e vivia bêbado em algum bar na Califórnia. Dizem – entenda bem, eu não tenho certeza... – que ele que inspirou um personagem de uma série americana dessas... Um tal de Hank Moody.
5.Você diz que continua trabalhando, mesmo sem a ajuda do cupido. Como funciona isso?
É meio que aleatório. Nós nunca tivemos muitos critérios. A missão era fazer cada alma encontrar a sua outra metade. Trabalhávamos muito, mas erámos felizes porque fazíamos as outras pessoas felizes. Agora, eu preciso procurar muito bem e demoro o dobro do tempo que demorava antes para fazer um casal se apaixonar e mais muito tempo para fazer eles ficarem juntos. As pessoas desistem muito cedo de mim hoje em dia. Se o cara ronca, tem mulher pedindo o divórcio. Tudo culpa da globalização que faz todo mundo acreditar que é possível encontrar coisa melhor. Tudo isso dificulta meu trabalho. É frustrante.
6.Você fala de exigências e falsos sentimentos. Como alguém pode ter certeza que é você?
Não podem. E é aí é que está o grande problema. Quem nunca me sentiu não vai saber nunca se sou eu mesmo.
7.E então?
É preciso arriscar. Mergulhar nas relações sem medo, sabe? E parar de se frustrar comigo quando não dá certo. O que eu queria mesmo era que as pessoas me olhassem por outros ângulos. Quer dizer, eu estou sempre por aí. Quando você vir um pai dando um beijo na testa do seu filho na porta do colégio ou um grupo de amigos na praia se divertindo... Eu estou ali, nos olhos de todos e no barulho de cada sorriso. Parem de me procurar no status de relacionamento do facebook. Eu sou mais do que isso.
Post inspirado no blog de Duda Rangel.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A solteirisse está na moda.

Chanel, Dior, Gucci e Prada não estão com nada. A moda agora é ser solteiro.
E não digo solteiro de estar só, curtindo uma fossa infinita e desejando logo encontrar alguém disposto a espremer os cravos do seu rosto em público e ainda achar isso romântico. Eu me refiro ao solteiro que curte a solteirisse ao extremo e que sabe que estar solteiro não é sinônimo de se estar sozinho.
As pessoas mais felizes que eu conheço são solteiras. E não é aquela felicidade que só serve pra estampar fotos em redes sociais. É felicidade de verdade. Gente que está sempre rindo, fazendo piada na pior das circunstâncias e que é sempre uma boa companhia.
Há quem repudie o solteiro que beija vários numa mesma noite e mantém vários relacionamentos não-formais com outros tantos. A verdade é que nós – solteiros de plantão – somos corrompidos por um misto de egoísmo e solidariedade. Nos amamos tanto que não queremos nos dividir por inteiro com ninguém, mas, por sermos ‘demais’, damos um pouco para o entorno, não muito... Apenas o suficiente para mostrar o quanto somos bons.
Somos exibidos, nos achamos bonitos, gostamos de dizer que não acreditamos no amor. Falamos mal de nossos ex-namorados, sentimos uma pressa enorme por viver. Sorrimos por tudo, tudo mesmo, e até nas circunstâncias que não deveríamos rir. Encontramos uma paz interior tão grande que é bem difícil começarmos a amar alguém de novo, por acreditar que o convívio com o outro pode nos afastar de nós mesmos.
Não é bom cem por cento do tempo. Se vive num jogo de cintura 24h. Marca de sair com um aqui, remarca com o outro pra amanhã porque sábado é o dia de folga daquele. (Para os retrógrados que acreditam se tratar de ‘putaria’ e não de solteirisse, a marcha das vadias veio para provar o contrário.) Sente-se monitorado e até corre-se o risco de magoar os outros porque muitos estragam todo o lance legal da química se apaixonando platonicamente.
O bom de ser solteiro, solteiro de verdade, é a sensação de liberdade. A situação acondicional de que não precisa-se de nenhum outro para se viver bem e ser feliz.
Quem tem a sua costela, não se consegue imaginar sem ela. Eu acredito que é mesmo impossível ser feliz sozinho. Mas é bem provável ser feliz com você mesmo.
domingo, 24 de abril de 2011
Nenhuma foda é em vão.
Eu odeio muito julgar o que as pessoas fazem, principalmente se elas são maiores de idade e vacinadas. Ou talvez, eu nem odeie tanto assim, mas é uma coisa bonita de se dizer que se odeia fazer.
O caso todo é que de uns tempos pra cá eu tenho me aborrecido muito com a maneira pejorativa com que muitos falam de “sexo”. Tem uma cambada de gente mal amada espalhada pelo mundo que gosta de dizer frases como “Aí o cara só me comeu e foi embora!”, “Tracei essa menina ontem...” ou até mesmo “Dá logo pro cara e pronto”. Eu acho o sexo uma coisa muito boa e demais gostosa para ser tratada como algo vulgar e/ou ofensivo.
Também não acho muito lógico usar termos eufemísticos como “dormiram juntos” ou “fizeram amor”. Até porque qualquer ser humano com mais de dois neurônios lúcidos sabe que sexo – em boa parte das vezes – em nada tem a ver com amor ou muito menos com dormir.
Eu acredito que é preciso se tratar as coisas como elas merecem ser tratadas. As coisas boas devem ser tratadas como coisas boas que são e lembradas mesmo quando não são.
Exemplificando, pense na pior foda da sua vida. Pensou? Ela foi boa para que você soubesse que aquela posição não é bacana ou que aquela pessoa não tinha a manha. Querendo ou não, tem uma coisa a qual você deve lembrar sempre para que não cometa os mesmos erros. Ou os cometa de uma maneira diferente o suficiente para que este deixe de ser um erro. Preguiça de explicar essa última parte, lê de novo.
Nenhuma foda é em vão. E eu acredito mesmo nisso.

No mais, deixe de ser idiota e páre de ficar falando por aí que comeu ciclana ou que vai dar pra fulano. Coisa feia, rapaz.
O caso todo é que de uns tempos pra cá eu tenho me aborrecido muito com a maneira pejorativa com que muitos falam de “sexo”. Tem uma cambada de gente mal amada espalhada pelo mundo que gosta de dizer frases como “Aí o cara só me comeu e foi embora!”, “Tracei essa menina ontem...” ou até mesmo “Dá logo pro cara e pronto”. Eu acho o sexo uma coisa muito boa e demais gostosa para ser tratada como algo vulgar e/ou ofensivo.
Também não acho muito lógico usar termos eufemísticos como “dormiram juntos” ou “fizeram amor”. Até porque qualquer ser humano com mais de dois neurônios lúcidos sabe que sexo – em boa parte das vezes – em nada tem a ver com amor ou muito menos com dormir.
Eu acredito que é preciso se tratar as coisas como elas merecem ser tratadas. As coisas boas devem ser tratadas como coisas boas que são e lembradas mesmo quando não são.
Exemplificando, pense na pior foda da sua vida. Pensou? Ela foi boa para que você soubesse que aquela posição não é bacana ou que aquela pessoa não tinha a manha. Querendo ou não, tem uma coisa a qual você deve lembrar sempre para que não cometa os mesmos erros. Ou os cometa de uma maneira diferente o suficiente para que este deixe de ser um erro. Preguiça de explicar essa última parte, lê de novo.
Nenhuma foda é em vão. E eu acredito mesmo nisso.
No mais, deixe de ser idiota e páre de ficar falando por aí que comeu ciclana ou que vai dar pra fulano. Coisa feia, rapaz.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sobre presunções, equações e novelas.
Ninguém nunca vai enfiar na minha cabeça a idéia de que as mulheres são mais presunçosas do que os homens. A capacidade que um homem tem de acreditar que uma mulher é terrivelmente apaixonada por ele é infinitamente superior a nossa capacidade de imaginar o que não existe.
Se duas pessoas se separam já é natural do homem acreditar que ela ainda sente algo por ele. Em parte isso é culpa da própria mulher, já que a grande maioria demora um certo tempo até se envolver de novo com outra pessoa. Sabe aquele botão de reset que os homens têm e que eles acionam quando terminam um namoro – mesmo que tenha durado 10 anos – e se envolvem com outra guria menos de uma semana depois do fim? Pois é, a gente nasceu sem esse botão... Droga.
Em contrapartida, a própria sociedade implicitamente sempre acredita que a mulher ainda gosta do cara. Quer ver uma coisa?
Ela devolveu os presentes que ele havia dado, rasgou a carta, deletou o número dele do celular – e não salvou num papel e deixou na gaveta como fez com os outros - , apagou todas as fotos do computador e depois até esvaziou a lixeira, excluiu do Orkut e deixou de sair com os amigos em comum... Enfim, eliminou qualquer tipo de contato ou registro que a leve a vaga lembrança da criatura. E aí numa bela manhã de sol ela está ouvindo rádio e enquanto toca uma música romântica, alguém passa e pensa/fala: “Tá com saudade dele, ein?”. Saudade de quem, cara-pálida? “Fala a verdade... Tu ainda gosta dele!”. Eu? Tu tá de sacanagem. “Ah, se tu não gostasse serias indiferente... Não queres nem ver ele... Tu gosta sim”. Vamos construir este raciocínio:
Se a guria não quer o menor contato com o cara, nem que seja o visual (e isso inclui o bonequinho verde com o nome dele no MSN e a foto do tamanho na unha do meu mindinho na TL do twitter), se ela não quiser nem ao menos saber o que se passa no cotidiano do outro e continua levando a sua vida muito bem obrigada, agora com projetos pessoais INDIVIDUAIS e totalmente egoístas, se ela fizer tudo isso... Ela ainda gosta do cara? Isso tudo não é ser indiferente? É isso mesmo? Me explica essa equação porque pra mim deu dízima.
Se ela faz tudo isso e pra vocês isso quer dizer que ela ainda gosta dele, o que ela faria se não gostasse? Estaria na capa do caderno policial de domingo, com certeza.

Pois então, eu e o Aurélio empregamos conceitos errados sobre o termo “indiferença” porque ao que nos parece ser indiferente é não demonstrar interesse, ou seja, se mostrar desinteressado por tudo relativo ao pressuposto. Enquanto que para todo o resto do mundo ser indiferente é agir como se nada tivesse acontecido.
De onde eu venho, tratar uma pessoa que te sacaneia do mesmo jeito que tratava antes é idiotisse.
Portanto, prezados indivíduos do sexo oposto, use a sua cabeça para outra coisa além de carregar piolho e entenda de uma vez por todas que SE ela ainda gostar de você ela não só não irá cortar os vínculos – afinal, vai esperar seu arrependimento e a conseqüente reconciliação – como também vai lutar por esse amor e fazer de tudo para que vocês fiquem juntos again and forever, que nem como é nas novelas.
Se duas pessoas se separam já é natural do homem acreditar que ela ainda sente algo por ele. Em parte isso é culpa da própria mulher, já que a grande maioria demora um certo tempo até se envolver de novo com outra pessoa. Sabe aquele botão de reset que os homens têm e que eles acionam quando terminam um namoro – mesmo que tenha durado 10 anos – e se envolvem com outra guria menos de uma semana depois do fim? Pois é, a gente nasceu sem esse botão... Droga.
Em contrapartida, a própria sociedade implicitamente sempre acredita que a mulher ainda gosta do cara. Quer ver uma coisa?
Ela devolveu os presentes que ele havia dado, rasgou a carta, deletou o número dele do celular – e não salvou num papel e deixou na gaveta como fez com os outros - , apagou todas as fotos do computador e depois até esvaziou a lixeira, excluiu do Orkut e deixou de sair com os amigos em comum... Enfim, eliminou qualquer tipo de contato ou registro que a leve a vaga lembrança da criatura. E aí numa bela manhã de sol ela está ouvindo rádio e enquanto toca uma música romântica, alguém passa e pensa/fala: “Tá com saudade dele, ein?”. Saudade de quem, cara-pálida? “Fala a verdade... Tu ainda gosta dele!”. Eu? Tu tá de sacanagem. “Ah, se tu não gostasse serias indiferente... Não queres nem ver ele... Tu gosta sim”. Vamos construir este raciocínio:
Se a guria não quer o menor contato com o cara, nem que seja o visual (e isso inclui o bonequinho verde com o nome dele no MSN e a foto do tamanho na unha do meu mindinho na TL do twitter), se ela não quiser nem ao menos saber o que se passa no cotidiano do outro e continua levando a sua vida muito bem obrigada, agora com projetos pessoais INDIVIDUAIS e totalmente egoístas, se ela fizer tudo isso... Ela ainda gosta do cara? Isso tudo não é ser indiferente? É isso mesmo? Me explica essa equação porque pra mim deu dízima.
Se ela faz tudo isso e pra vocês isso quer dizer que ela ainda gosta dele, o que ela faria se não gostasse? Estaria na capa do caderno policial de domingo, com certeza.
Pois então, eu e o Aurélio empregamos conceitos errados sobre o termo “indiferença” porque ao que nos parece ser indiferente é não demonstrar interesse, ou seja, se mostrar desinteressado por tudo relativo ao pressuposto. Enquanto que para todo o resto do mundo ser indiferente é agir como se nada tivesse acontecido.
De onde eu venho, tratar uma pessoa que te sacaneia do mesmo jeito que tratava antes é idiotisse.
Portanto, prezados indivíduos do sexo oposto, use a sua cabeça para outra coisa além de carregar piolho e entenda de uma vez por todas que SE ela ainda gostar de você ela não só não irá cortar os vínculos – afinal, vai esperar seu arrependimento e a conseqüente reconciliação – como também vai lutar por esse amor e fazer de tudo para que vocês fiquem juntos again and forever, que nem como é nas novelas.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A melancolia me cái bem.
Não ando muito no clima para (escrever sobre) relacionamentos. Não só pela falta de tempo, mas também pela falta de paciência e crença nos tais.
Eu sempre que posso aconselho meus amigos namoradeiros há passarem um tempo sozinhos. Sem namoros, ficas, paqueras ou qualquer outra denominação pós-moderna para relações (des)amorosas. A parte ruim é que você passa mais tempo em casa e passa a ver menos os seus amigos porque eles dificilmente entrarão nessa fase de “forever alone” juntos com você. Eles não vão topar ficar em casa e ver filme num sábado à noite e nem vão querer te ouvir falar muito tempo sobre o novo livro do Rubem Fonseca. Daí vem a tua liga torta de aconselhá-los a ficarem sozinhos também. Sacas?
É preciso se curtir muito durante a vida. A maioria dos adultos frustrados que conheço não se conhecem, não sabem seus limites, suas convicções ou até que ponto poderiam ir por um determinado propósito. Como você pode querer encontrar alguém que queira desfrutar de sua companhia, se nem você mesmo se suporta?
O único tempo que se dá é para si mesmo.

E precisa ser um tempo bem aproveitado. Faça coisas que você gosta de fazer sozinho, sem ninguém do seu lado. Tipo cortar a unha do pé ou jogar paciência no computador. E se te parecer monótono demais, lembre-se de passar todo o tempo que puder com sua família. Ela, infelizmente, não será eterna.
Só desista de toda essa chateação, quando tiver a mais absoluta certeza de que está pronto para novas experiências.
“Pelo direito a viver a tristeza em uma sociedade que oprime pela felicidade (mesmo que ilusória)”. Leonardo Sakamoto – via @blogdosakamoto
Daqui a pouco essa fase de poucos amigos passa. E eu volto a escrever porcarias e fazer vocês rirem de novo. =)
Eu sempre que posso aconselho meus amigos namoradeiros há passarem um tempo sozinhos. Sem namoros, ficas, paqueras ou qualquer outra denominação pós-moderna para relações (des)amorosas. A parte ruim é que você passa mais tempo em casa e passa a ver menos os seus amigos porque eles dificilmente entrarão nessa fase de “forever alone” juntos com você. Eles não vão topar ficar em casa e ver filme num sábado à noite e nem vão querer te ouvir falar muito tempo sobre o novo livro do Rubem Fonseca. Daí vem a tua liga torta de aconselhá-los a ficarem sozinhos também. Sacas?
É preciso se curtir muito durante a vida. A maioria dos adultos frustrados que conheço não se conhecem, não sabem seus limites, suas convicções ou até que ponto poderiam ir por um determinado propósito. Como você pode querer encontrar alguém que queira desfrutar de sua companhia, se nem você mesmo se suporta?
O único tempo que se dá é para si mesmo.

E precisa ser um tempo bem aproveitado. Faça coisas que você gosta de fazer sozinho, sem ninguém do seu lado. Tipo cortar a unha do pé ou jogar paciência no computador. E se te parecer monótono demais, lembre-se de passar todo o tempo que puder com sua família. Ela, infelizmente, não será eterna.
Só desista de toda essa chateação, quando tiver a mais absoluta certeza de que está pronto para novas experiências.
“Pelo direito a viver a tristeza em uma sociedade que oprime pela felicidade (mesmo que ilusória)”. Leonardo Sakamoto – via @blogdosakamoto
Daqui a pouco essa fase de poucos amigos passa. E eu volto a escrever porcarias e fazer vocês rirem de novo. =)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Mulheres são de Mênus?
E nesta véspera de natal, decidi que o melhor dos assuntos a ser abordado neste – que provavelmente será o último post do ano – seria um fator fundamental para o desenvolvimento de todos os outros temas que eu abordo aqui.
Entre homens e mulheres existem diversas diferenças.

Quando se trata de amor, de desamor, de ódio, de afeto ou de qualquer sentimento – exceto a indiferença – , o que realmente importa são as impressões. Esqueça toda aquela babaquice idiota que a pessoa te diz e se concentre no que parece ser. É assim que funciona a cabeça dos seres humanos superiores, de sentidos desenvolvidos e sensibilidade aguçada: nós mulheres.
Se você gosta pra caralho de uma pessoa e não demonstra isso pra ela, foda-se se você quer mesmo ficar com ela, a impressão que dá é que você é um banana que nem ao menos tenta por medo de levar um “não” bem grandão na cara ou que é um canalha que só está se aproveitando dela.
Se você liga toda hora pra pessoa que gosta e não dá a liberdade que ela acha que deveria ter, foda-se se você não é ciumento e sim carente, a impressão que dá é que você quer controlar a vida do outro o tempo inteiro.
Se você não suporta a ausência que alguém faz na sua vida e pensa nesse alguém mais de 5 vezes ao dia, foda-se se você tem outras companhias, a impressão que dá é ninguém é tão bom quanto ele é ou que ninguém é tão bom a ponto de suprir a falta que ele te faz.
Se eu falo coisas aqui e algumas pessoas possam se sentir “lesadas”, foda-se se eu quero mostrar o lado cômico das coisas que acontecem ao meu redor, a impressão que dá é que eu quero atingi-las de alguma forma.
Pra gente não importa muito o que é e sim o que parece ser. Mesmo assim, essa não é a maior das diferenças entre gêneros.
E também não é aquela velha piada de que a mulher está sempre pronta para o que der e vier e o homem está sempre pronto para quem vier e der. Para mim, a diferença maior não é essa.
Um ex-namorado meu – ainda quando estávamos juntos – me perguntou uma vez durante uma discussão: “Por que vocês mulheres se acham sempre únicas e especiais?”. Eu respondi: “Eu não posso falar por todas, mas eu sim sou única e especial”. Ele concordou na hora e paramos de discutir, mas ele com certeza achava outra coisa porque se não ainda estaríamos juntos.
Por isso, digo que a diferença fundamental entre homens e mulheres é que nenhuma mulher acredita ter nascido para ser só mais uma na vida de um homem. Cada uma de nós acredita no íntimo ser melhor que todas as outras, ou vivemos para achar que somos. Nunca ouviram aquele papo de que uma mulher se arruma para outra mulher?
Enquanto os homens... Bem, os homens não se importam em virar estatística.
Um feliz natal para todos que lêem isso aqui. Espero encontrar todos no ano que vem por aqui ou por ali ou por qualquer lugar.
Eu sei que a maior parte das vezes eu não pareço muito normal. Mas é porque eu tenho um blog sobre relacionamentos e isso torna obrigatório ter ao menos uma camisinha na bolsa. Além do mais, o papel de idiota não me cái bem e nem combina com os meus sapatos.
Entre homens e mulheres existem diversas diferenças.

Quando se trata de amor, de desamor, de ódio, de afeto ou de qualquer sentimento – exceto a indiferença – , o que realmente importa são as impressões. Esqueça toda aquela babaquice idiota que a pessoa te diz e se concentre no que parece ser. É assim que funciona a cabeça dos seres humanos superiores, de sentidos desenvolvidos e sensibilidade aguçada: nós mulheres.
Se você gosta pra caralho de uma pessoa e não demonstra isso pra ela, foda-se se você quer mesmo ficar com ela, a impressão que dá é que você é um banana que nem ao menos tenta por medo de levar um “não” bem grandão na cara ou que é um canalha que só está se aproveitando dela.
Se você liga toda hora pra pessoa que gosta e não dá a liberdade que ela acha que deveria ter, foda-se se você não é ciumento e sim carente, a impressão que dá é que você quer controlar a vida do outro o tempo inteiro.
Se você não suporta a ausência que alguém faz na sua vida e pensa nesse alguém mais de 5 vezes ao dia, foda-se se você tem outras companhias, a impressão que dá é ninguém é tão bom quanto ele é ou que ninguém é tão bom a ponto de suprir a falta que ele te faz.
Se eu falo coisas aqui e algumas pessoas possam se sentir “lesadas”, foda-se se eu quero mostrar o lado cômico das coisas que acontecem ao meu redor, a impressão que dá é que eu quero atingi-las de alguma forma.
Pra gente não importa muito o que é e sim o que parece ser. Mesmo assim, essa não é a maior das diferenças entre gêneros.
E também não é aquela velha piada de que a mulher está sempre pronta para o que der e vier e o homem está sempre pronto para quem vier e der. Para mim, a diferença maior não é essa.
Um ex-namorado meu – ainda quando estávamos juntos – me perguntou uma vez durante uma discussão: “Por que vocês mulheres se acham sempre únicas e especiais?”. Eu respondi: “Eu não posso falar por todas, mas eu sim sou única e especial”. Ele concordou na hora e paramos de discutir, mas ele com certeza achava outra coisa porque se não ainda estaríamos juntos.
Por isso, digo que a diferença fundamental entre homens e mulheres é que nenhuma mulher acredita ter nascido para ser só mais uma na vida de um homem. Cada uma de nós acredita no íntimo ser melhor que todas as outras, ou vivemos para achar que somos. Nunca ouviram aquele papo de que uma mulher se arruma para outra mulher?
Enquanto os homens... Bem, os homens não se importam em virar estatística.
Um feliz natal para todos que lêem isso aqui. Espero encontrar todos no ano que vem por aqui ou por ali ou por qualquer lugar.
Eu sei que a maior parte das vezes eu não pareço muito normal. Mas é porque eu tenho um blog sobre relacionamentos e isso torna obrigatório ter ao menos uma camisinha na bolsa. Além do mais, o papel de idiota não me cái bem e nem combina com os meus sapatos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Piranhas.

Desde os primórdios, vários animais aterrorizam nossas vidas quando estamos envolvidos em algum relacionamento (des)amoroso. Trata-se de adjetivos de origem animal que não sabemos de onde vêm.
Pois bem, tendo em vista a necessidade de qualificar de maneira adequada e justa o comportamento de algumas mulheres, realizei uma profunda e metódica pesquisa que tinha como finalidade aprovar o uso de uma nomenclatura popular. Isso porque eu me questionei se um simples peixe merecia ser utilizado para ofender seres humanos tão infames.
“O nome piranha em Tupi-guarani deve ter sido originado da composição das palavras 'pirá', significando 'peixe', e 'sanha' ou 'ranha', significando 'dente'.
Fortemente desejadas por ‘caçadores', as piranhas apresentam todos os mitos imagináveis pelos 'aquaristas' inexperientes.
Trata-se de um peixe muito voraz, predador e com mandíbulas fortíssimas. A força da mordida da Piranha é considerada proporcional a de um BulDog. Logo, podemos compará-las às cachorras.
Embora muito feroz, a piranha não parece, à primeira vista, um peixe perigoso. A piranha nunca vive sozinha. Sempre desaparece em pouquíssimo tempo. Mas, mesmo com todo o seu apetite, é difícil pescá-la, pois a piranha corta facilmente qualquer linha que a prende.
Peixes carnívoros de água doce que habitam rios da América do Sul, as piranhas depositam os ovos em plantas enquanto é o macho que fertiliza e cuida da prole.
A maioria das Piranhas são tão rápidas que são capazes de devorar um bom pedaço de carne em segundos. Geralmente atacam quando estão estimuladas para isso.
As Piranhas são parentes próximos dos “Pacus” e são facilmente confundidos quando pequenos.
Para quem deseja mantê-las em ambiente doméstico deve pensar que a Piranha não pode ter seu espaço para natação obstruído. Você não poderá manter piranhas em espaços pequenos, pois elas normalmente ATACAM O SEU COMPANHEIRO.
Apesar de toda essa “bravura”, a piranha é suscetível a doenças quando o que lhe é ofertado não está de acordo com suas necessidades.”
Eu aposto que cada um de vocês conhece pelo menos umas 3 espécies desse tipo que fala, anda e ainda sái por aí a noite sem fiscalização do IBAMA. O que fazer? Essa pergunta é difícil e requer um minuncioso estudo de caso. No mais, comporte-se como o ser superior que você com certeza é e logo ela perceberá sua inferioridade e irá nadar em outras águas.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
“Não” é difícil de ouvir.

O post anterior resultou em alguns dos melhores comentários da história deste blog. A grande verdade é que seria muito simples se a vida fosse mesmo daquele jeito e que os homens/pessoas se dividissem entre bons e ruins e se houvesse um número limitado de regras que te levassem a enquadrar cada pessoa em uma das duas categorias e se a única coisa que você realmente tivesse que fazer era escolher com quem ficar. Não funciona assim. Mas, é engraçado pensar que sim.
Existem coisas que são difíceis de se ouvir. Desde as mais óbvias como um “não” quando se procura emprego, até as menos evidentes como ouvir de alguém cuja opinião verdadeiramente te importa que sim você se apaixonou por um idiota.
Para nós mulheres, em especial, “não” é uma das coisas que a grande maioria, ou pelo menos a parte que deve ser levada em conta, não está esperando ouvir.
Enquanto eles são adestrados para que no caso de se ouvir um “não” o seu papel de homem é insistir, desde pequena somos adestradas pela sociedade que somos nós quem temos o poder de decisão. A etiqueta nos ensina que é o homem quem pede a mulher em casamento e que cabe a ela definir se eles vão passar o resto da vida juntos ou não. Na contemporaneidade, a regra social de relacionamentos sem compromissos nos mostra que na grande maioria das vezes é o homem quem “deve chegar” na garota e que ela que define se “vai rolar”. Na verdade, no sexo também é assim. Se a mulher não quiser se torna estupro. Né?

Se você é bonita, inteligente, gostosa, sabe disso e fica afim de um cara e depois descobre que ele não quer ficar com você a coisa se complica... na sua cabeça. Isso porque é muito difícil acreditar que você não tenha algo que o atraia até porque você deve dispensar muitos caras melhores que ele toda semana. Por isso, se torna muito mais fácil xingá-lo, considerar a possibilidade dele ser brocha ou gay, ou até mesmo achar uma culpada. Sim, uma vagabunda que deu em cima dele antes de você e fez com que ele achasse que você era uma roubada. Maldita.
Existe também o “não” para término de um relacionamento. Esse é terrível e deixa traumas ainda maiores. Afinal, quando um homem não quer dizer o real motivo da separação ou se ele não te parece convincente, cabe a você imaginar. Se ele te dispensou, e como em Belém o número de mulheres solteiras é diretamente proporcional ao número de bandas ruins que vem surgindo no meio musical, com certeza ele tem outra. E se torna questão de honra para a maior parte das mulheres descobrir quem é ela, nem que seja para que jamais vocês se tornem amigas. Maldita.
O pior de todos os não’s que uma mulher pode ouvir é na cama. Afinal de contas, somos adestradas desde o nascimento para que sejamos nós quem implantemos os limites. Então... Como assim você não quer transar comigo?
Não tente entender a nossa lógica porque a grande verdade é que nós não a temos. Somos mulheres e temos coisas entrando e saindo da gente a todo instante. Em nosso lugar, vocês também seriam neurados.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Por que mulheres inteligentes se apaixonam por pilantras?
Há um tempo, acompanhei a trilogia de um blog intitulada “Por que mulheres inteligentes se apaixonam por homens idiotas?”. Havia ali explicações verdadeiramente muito boas sobre o assunto, mas não todas. Pelo menos não pra mim.
Minhas reivindicações começam ainda mesmo no título. Eles não são idiotas, são pilantras. Idiotas não são bons de cama... São?
Mulheres inteligentes se apaixonam por pilantras por que eles têm um sorriso legal, sabem conversar e sabem como te fazer se sentir a mulher mais bonita do mundo. Isto por que quando estão com você tudo o que eles mais querem no mundo inteiro naquele momento é estar com você. Aproveitam qualquer oportunidade, por menor que seja, para tentar te roubar um beijo ou uma carícia. E quando você demora duas horas inteiras passando um hidrante de graviola que custou 69.90 na Natura, se maquiou com “O boticário”, calçou um sapato de 196 e um jeans de 230, ele repara. Do jeito dele “cafetão” de ser, mas repara. Porque afinal de contas ele não tira os olhos de você por um só segundo. Você não espera por nada além do que ele possa te oferecer porque, ora bolas, ele é um pilantra e você sabe que ele só quer sexo. E você também quer porque, ora bolas, ele é lindo e elogiou os seus sapatos. Não esperar nada em relação a ele é sempre a melhor parte. Você não vai se importar se ele não ligar no outro dia ou se nunca mais o vir, ou talvez até se importe, mas não o suficiente para sofrer. E o melhor de tudo é que o sexo vai ser muito bom e que ao lado dele você será sempre a pessoa mais especial da relação, a que foi cortejada e a que foi conquistada para que aquilo se concretizasse.

Só que mulheres inteligentes também se apaixonam por homens maravilhosos. Por que eles são atenciosos e você consegue conversar com eles sobre quase tudo. Até mesmo sobre você. Ele vai te ouvir falar dos seus problemas no trabalho, vai te esperar em casa com uma caixa de chocolates, mesmo ele odiando chocolates, só porque sabe que você os ama. Ele vai evitar te beijar quando saírem para jantar só por medo de tirar seu batom, porque sabe que você demorou muito para se arrumar. Ele vai fazer questão de tirar aquela foto cafona de namorados e publicar antes de você na web. Vai usar todos aqueles apelidos carinhosos e clichês que você achava brega e vai fazer você se derreter por isso. Vai te carregar no colo, te beijar em uma orla e fazer questão que você escolha o sabor da pizza. Ele vai fazer você sentir que ele é o cara certo, mesmo que não seja.

E mediante tudo isso, é claro que o sexo também será bom. Mas estará bem longe de ser um item essencial. Eu disse “essencial” e não “dispensável”, favor não confundir.
Existem muitas diferenças entre os caras pilantras e os caras maravilhosos, mas todas são originadas de um único fator: a diferença está entre o que cada um quer com você.
Os pilantras podem não serem sempre os caras errados, bem como os maravilhosos podem não serem sempre os certos. Mas a dor e a tristeza só ficarão na frustração da segunda possibilidade. Afinal, onde estava escrito que deveríamos nos casar com os príncipes encantados? Ou pior, onde estava escrito que você merecia um desses de presente? Os vilões também se casam e no fim até mesmo o Big se tornou um bom marido para a Carrie.
Só não se encha de esperança pelos caras errados. E nem se deprima se não der certo com um cara maravilhoso.
Minhas reivindicações começam ainda mesmo no título. Eles não são idiotas, são pilantras. Idiotas não são bons de cama... São?
Mulheres inteligentes se apaixonam por pilantras por que eles têm um sorriso legal, sabem conversar e sabem como te fazer se sentir a mulher mais bonita do mundo. Isto por que quando estão com você tudo o que eles mais querem no mundo inteiro naquele momento é estar com você. Aproveitam qualquer oportunidade, por menor que seja, para tentar te roubar um beijo ou uma carícia. E quando você demora duas horas inteiras passando um hidrante de graviola que custou 69.90 na Natura, se maquiou com “O boticário”, calçou um sapato de 196 e um jeans de 230, ele repara. Do jeito dele “cafetão” de ser, mas repara. Porque afinal de contas ele não tira os olhos de você por um só segundo. Você não espera por nada além do que ele possa te oferecer porque, ora bolas, ele é um pilantra e você sabe que ele só quer sexo. E você também quer porque, ora bolas, ele é lindo e elogiou os seus sapatos. Não esperar nada em relação a ele é sempre a melhor parte. Você não vai se importar se ele não ligar no outro dia ou se nunca mais o vir, ou talvez até se importe, mas não o suficiente para sofrer. E o melhor de tudo é que o sexo vai ser muito bom e que ao lado dele você será sempre a pessoa mais especial da relação, a que foi cortejada e a que foi conquistada para que aquilo se concretizasse.

Só que mulheres inteligentes também se apaixonam por homens maravilhosos. Por que eles são atenciosos e você consegue conversar com eles sobre quase tudo. Até mesmo sobre você. Ele vai te ouvir falar dos seus problemas no trabalho, vai te esperar em casa com uma caixa de chocolates, mesmo ele odiando chocolates, só porque sabe que você os ama. Ele vai evitar te beijar quando saírem para jantar só por medo de tirar seu batom, porque sabe que você demorou muito para se arrumar. Ele vai fazer questão de tirar aquela foto cafona de namorados e publicar antes de você na web. Vai usar todos aqueles apelidos carinhosos e clichês que você achava brega e vai fazer você se derreter por isso. Vai te carregar no colo, te beijar em uma orla e fazer questão que você escolha o sabor da pizza. Ele vai fazer você sentir que ele é o cara certo, mesmo que não seja.

E mediante tudo isso, é claro que o sexo também será bom. Mas estará bem longe de ser um item essencial. Eu disse “essencial” e não “dispensável”, favor não confundir.
Existem muitas diferenças entre os caras pilantras e os caras maravilhosos, mas todas são originadas de um único fator: a diferença está entre o que cada um quer com você.
Os pilantras podem não serem sempre os caras errados, bem como os maravilhosos podem não serem sempre os certos. Mas a dor e a tristeza só ficarão na frustração da segunda possibilidade. Afinal, onde estava escrito que deveríamos nos casar com os príncipes encantados? Ou pior, onde estava escrito que você merecia um desses de presente? Os vilões também se casam e no fim até mesmo o Big se tornou um bom marido para a Carrie.
Só não se encha de esperança pelos caras errados. E nem se deprima se não der certo com um cara maravilhoso.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Fossas sépticas femininas.
E fiz o que qualquer mulher faria. Combinação perfeita de feriado, pijama, "Sex and the City", sorvete e angústias. A partir disso, tudo ficou bem menos inebriante.
Os casais andando de mãos dadas pareciam namorar unicamente para me provocar. As músicas melosas nas rádios eram prenúncios da solidão. E no trabalho, pela primeira vez odiei olhar para os enfeites decorativos da minha mesa.
Joplin nos fones de ouvido parece cantar minha dor “Didn’t I give you nearly everything that a woman possibily can?”.
Caso alguém ainda não tenha compreendido lá muito bem, estou descrevendo a típica “fossa” feminina.

Você deve saber do que se trata por que já deve ter passado por isso. Se não passou, você deve ser uma pessoa muito sortuda e feliz de uma maneira que eu jamais poderia conviver, por isso, não poderemos ser amigos.
É meio relativo dizer com o que e quando o período da fossa passa, mas a causa é sempre a mesma: “Você foi largada, amiga... Acorda pra vida!”. Não se torture muito tempo com isso não, pois a maioria dos caras não merece.
Eu não choro mais por homens. Tive uma única e verdadeira fossa na minha vida que me proporcionou olhos inchados por 16 dias, 8 noites mal dormidas, 1 semana me perguntando “por quê, por quê e por quê?”, 21 faltas em disciplinas da faculdade e uma conta enorme de telefone já que liguei para todos os amigos próximos narrando a minha desgraça. Aí eu te pergunto: valeu a pena? Cara nenhum vale isso, nem mesmo o melhor de todos, nem mesmo o príncipe encantado da Bela Adormecida, nem mesmo o Ashton Kutcher vale isso, baby.
O período fossolístico existe unicamente para que você lembre por tudo o que ele te fez passar e tenha um forte argumento para não voltar quando ele pedir.
Existe uma tática muito boa adotada por mulheres inteligentes, bonitas e bem-sucedidas que decidiram muito bem decidido não mais sofrer por amor. É sofrer homeopaticamente por amor.
Pelo menos uma vez por semana vista seu pior pijama, acompanhado de sua pior roupa íntima, devore uma barra de chocolate acompanhada de um pote de sorvete de creme assistindo a um filme romântico daqueles bem melosos. Faça isso sozinha e chore tudo o que fôr capaz de chorar.
Ao menos uma vez no mês, recorde de todos os pilantras que passaram pela sua vida e chore ouvindo Janis Joplin. Todo domingo a tarde – horário em que ninguém está fazendo algo que não possa ser interrompido – ligue para um amigo e conte a ele todas as suas aventuras e desventuras amorosas. Fale mal do seu ex e depois lave o cabelo, coloque sua melhor roupa e saía com as amigas.
Fazendo isso com essa frequência e/ou tendo um emprego legal e/ou tendo um plano de vida que não seja baseado no sexto sacramento da Igreja Católica, dificilmente você vai ficar na fossa se alguém te largar. E se chorar, chore de raiva. Raiva por ter sido capaz de gostar de alguém tão pior do que você. Afinal, depois de tudo só te restará uma grande certeza: ele nem era tudo aquilo... Era?
Os casais andando de mãos dadas pareciam namorar unicamente para me provocar. As músicas melosas nas rádios eram prenúncios da solidão. E no trabalho, pela primeira vez odiei olhar para os enfeites decorativos da minha mesa.
Joplin nos fones de ouvido parece cantar minha dor “Didn’t I give you nearly everything that a woman possibily can?”.
Caso alguém ainda não tenha compreendido lá muito bem, estou descrevendo a típica “fossa” feminina.
Você deve saber do que se trata por que já deve ter passado por isso. Se não passou, você deve ser uma pessoa muito sortuda e feliz de uma maneira que eu jamais poderia conviver, por isso, não poderemos ser amigos.
É meio relativo dizer com o que e quando o período da fossa passa, mas a causa é sempre a mesma: “Você foi largada, amiga... Acorda pra vida!”. Não se torture muito tempo com isso não, pois a maioria dos caras não merece.
Eu não choro mais por homens. Tive uma única e verdadeira fossa na minha vida que me proporcionou olhos inchados por 16 dias, 8 noites mal dormidas, 1 semana me perguntando “por quê, por quê e por quê?”, 21 faltas em disciplinas da faculdade e uma conta enorme de telefone já que liguei para todos os amigos próximos narrando a minha desgraça. Aí eu te pergunto: valeu a pena? Cara nenhum vale isso, nem mesmo o melhor de todos, nem mesmo o príncipe encantado da Bela Adormecida, nem mesmo o Ashton Kutcher vale isso, baby.
O período fossolístico existe unicamente para que você lembre por tudo o que ele te fez passar e tenha um forte argumento para não voltar quando ele pedir.
Existe uma tática muito boa adotada por mulheres inteligentes, bonitas e bem-sucedidas que decidiram muito bem decidido não mais sofrer por amor. É sofrer homeopaticamente por amor.
Pelo menos uma vez por semana vista seu pior pijama, acompanhado de sua pior roupa íntima, devore uma barra de chocolate acompanhada de um pote de sorvete de creme assistindo a um filme romântico daqueles bem melosos. Faça isso sozinha e chore tudo o que fôr capaz de chorar.
Ao menos uma vez no mês, recorde de todos os pilantras que passaram pela sua vida e chore ouvindo Janis Joplin. Todo domingo a tarde – horário em que ninguém está fazendo algo que não possa ser interrompido – ligue para um amigo e conte a ele todas as suas aventuras e desventuras amorosas. Fale mal do seu ex e depois lave o cabelo, coloque sua melhor roupa e saía com as amigas.
Fazendo isso com essa frequência e/ou tendo um emprego legal e/ou tendo um plano de vida que não seja baseado no sexto sacramento da Igreja Católica, dificilmente você vai ficar na fossa se alguém te largar. E se chorar, chore de raiva. Raiva por ter sido capaz de gostar de alguém tão pior do que você. Afinal, depois de tudo só te restará uma grande certeza: ele nem era tudo aquilo... Era?
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Do primeiro beijo ao mundo inteiro.
A primeira vez que beijei alguém eu tinha 14 anos. Foi terrível. Esta data marcou o desenvolvimento de minha primeira teoria sobre relacionamentos afetivos: Beijo em alguém que não se gosta ou não se sente atração física tem gosto de cuspe. Ergh... Esse é o meu argumento principal para não freqüentar micaretas até hoje.

Odiaria que o tal menino do primeiro beijo lesse isso, mas caso ele leia - o que acho difícil de acontecer pois não nos falamos há anos - gostaria que ele soubesse que, apesar do nosso primeiro e único beijo ter sido horrível, guardo até hoje em uma caixinha em cima do guarda-roupa todos os presentes, cartas e embalagens de bombons que ele me deu.
Toda vez que lembro que há até pouco tempo eu jamais contaria essa história para alguém - e morreria de vergonha só de lembrar de como eu era idiota, feia e nerd naquela época -, acho graça de mim mesma. Até porque não acredito ter perdido por completo alguma dessas características com o passar do anos.
Ter vergonha de coisas que fez ou de como era é ter vergonha do que viveu e de parte de si mesmo. É estranho ver como tudo vai passando e como até a sua forma de sorrir e de ver o mundo e as pessoas mudam. Enquanto o seu corte de cabelo é outro, as leis e costumes sociais continuam os mesmos. Completamente estagnados.
Eu não quero ficar estagnada.
A cada dia sinto que preciso melhorar inúmeras coisas em mim. Preciso parar de roer as unhas quando elas não estão pintadas, me agarrando no solitário argumento de que já que não estão pintadas, elas podem ser roídas. Preciso melhorar a forma como olho para alguém que acabou de jogar lixo na rua, não para deixar de desmerecer a imundice alheia e sim para evitar que qualquer hora dessa eu apanhe de alguém publicamente por isso. Preciso melhorar a forma como entrevisto as pessoas elaborando perguntas menos óbvias mesmo quando não se tem mais o que perguntar. Não consigo parar de rir alto mesmo estando no gabinete da prefeitura ou em qualquer outro lugar que exija um comportameto menos "peculiar" de minha natureza. Preciso melhorar isso também.
Quando as pessoas não estão satisfeitas consigo mesmas e estão sempre almejando mudanças positivas em seus comportamentos, significa dizer que estão bem do jeito que estão.
Eu queria conhecer todas as coisas do mundo. E compreênde-las de uma tal maneira que pudesse escrever sobre todas elas.

Odiaria que o tal menino do primeiro beijo lesse isso, mas caso ele leia - o que acho difícil de acontecer pois não nos falamos há anos - gostaria que ele soubesse que, apesar do nosso primeiro e único beijo ter sido horrível, guardo até hoje em uma caixinha em cima do guarda-roupa todos os presentes, cartas e embalagens de bombons que ele me deu.
Toda vez que lembro que há até pouco tempo eu jamais contaria essa história para alguém - e morreria de vergonha só de lembrar de como eu era idiota, feia e nerd naquela época -, acho graça de mim mesma. Até porque não acredito ter perdido por completo alguma dessas características com o passar do anos.
Ter vergonha de coisas que fez ou de como era é ter vergonha do que viveu e de parte de si mesmo. É estranho ver como tudo vai passando e como até a sua forma de sorrir e de ver o mundo e as pessoas mudam. Enquanto o seu corte de cabelo é outro, as leis e costumes sociais continuam os mesmos. Completamente estagnados.
Eu não quero ficar estagnada.
A cada dia sinto que preciso melhorar inúmeras coisas em mim. Preciso parar de roer as unhas quando elas não estão pintadas, me agarrando no solitário argumento de que já que não estão pintadas, elas podem ser roídas. Preciso melhorar a forma como olho para alguém que acabou de jogar lixo na rua, não para deixar de desmerecer a imundice alheia e sim para evitar que qualquer hora dessa eu apanhe de alguém publicamente por isso. Preciso melhorar a forma como entrevisto as pessoas elaborando perguntas menos óbvias mesmo quando não se tem mais o que perguntar. Não consigo parar de rir alto mesmo estando no gabinete da prefeitura ou em qualquer outro lugar que exija um comportameto menos "peculiar" de minha natureza. Preciso melhorar isso também.
Quando as pessoas não estão satisfeitas consigo mesmas e estão sempre almejando mudanças positivas em seus comportamentos, significa dizer que estão bem do jeito que estão.
Eu queria conhecer todas as coisas do mundo. E compreênde-las de uma tal maneira que pudesse escrever sobre todas elas.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
O amor não pega ônibus e tem medo de avião.
Certa vez eu escrevi aqui que cada um escolhe no que quer acreditar e que, como em qualquer escolha, deve-se arcar com as despesas e consequências de tal feio. Isso também vale no ato de desacreditar em algo.
Ele não acredita em relacionamentos a distância. É um direito que o cabe. Mas como um dos meus maiores prazeres é justamente discordar de teorias que - para mim - não apresentam fundamentos teóricos verdadeiramente contundentes, venho por meio de mais um texto ridículo discordar do ser mencionado.
Por experiência própria, digo-lhes que é mesmo muito complicado manter um relacionamento a distância com alguém, mas não é impossível.
O raciocínio é bem simples: duvido muito que o sentimento bonito - o mais bonito de todos - precise de algum argumento para existir. E se esse sentimento fosse baseado em regras, normas ou seja lá o que fôr, seria mais do que lógico que ele também tivesse um manual de instrunções. Imagine só: "Capítulo 2, página 56 - Como conquistar o ser amado".
E se houvesse uma regra para conquistar alguém, para como se apaixonar pela pessoa certa e para como esquecer as erradas, deveria ter alguma outra que avisasse em negrito: Não se apaixone por um indivíduo de outro logradouro, relacionamentos a distância não dão certo.
Acho muito dificil que o amor tenha alguma norma para acontecer e mesmo se tivesse, duvido muito que o valor da passagem de avião ou o tempo de viagem de ônibus até o local onde o outro está fosse um fator deliminativo.
Eu sou muito chata. Consigo ser o ser mais cabeça-dura do mundo quando quero. Gosto de ouvir música no último volume. Odeio que mexam nas minhas coisas e odeio mais ainda quem odeia Machado de Assis. Por tudo isso, acredito que seja pretensão demais acreditar que em todo esse mundão de Deus, o cara certo para ficar comigo - e aturar tudo o que de ruim eu sou - more ali na Augusto Montenegro, pertinho de mim.
Talvez pretensão ainda maior seja acreditar que um dia eu posso encontrá-lo nesse mundão de Deus.

Sempre tive medo de ter um blog. Não pelo fato de ter um blog em si mas pela dificuldade de manter um público ou - pior ainda - manter uma coesão, interconexão ou coerência entre os textos e assuntos explanados nele.
A dificuldade vem do enorme desafio que é organizar as idéias existentes na minha cabeça.
Ele não acredita em relacionamentos a distância. É um direito que o cabe. Mas como um dos meus maiores prazeres é justamente discordar de teorias que - para mim - não apresentam fundamentos teóricos verdadeiramente contundentes, venho por meio de mais um texto ridículo discordar do ser mencionado.
Por experiência própria, digo-lhes que é mesmo muito complicado manter um relacionamento a distância com alguém, mas não é impossível.
O raciocínio é bem simples: duvido muito que o sentimento bonito - o mais bonito de todos - precise de algum argumento para existir. E se esse sentimento fosse baseado em regras, normas ou seja lá o que fôr, seria mais do que lógico que ele também tivesse um manual de instrunções. Imagine só: "Capítulo 2, página 56 - Como conquistar o ser amado".
E se houvesse uma regra para conquistar alguém, para como se apaixonar pela pessoa certa e para como esquecer as erradas, deveria ter alguma outra que avisasse em negrito: Não se apaixone por um indivíduo de outro logradouro, relacionamentos a distância não dão certo.
Acho muito dificil que o amor tenha alguma norma para acontecer e mesmo se tivesse, duvido muito que o valor da passagem de avião ou o tempo de viagem de ônibus até o local onde o outro está fosse um fator deliminativo.
Eu sou muito chata. Consigo ser o ser mais cabeça-dura do mundo quando quero. Gosto de ouvir música no último volume. Odeio que mexam nas minhas coisas e odeio mais ainda quem odeia Machado de Assis. Por tudo isso, acredito que seja pretensão demais acreditar que em todo esse mundão de Deus, o cara certo para ficar comigo - e aturar tudo o que de ruim eu sou - more ali na Augusto Montenegro, pertinho de mim.
Talvez pretensão ainda maior seja acreditar que um dia eu posso encontrá-lo nesse mundão de Deus.

Sempre tive medo de ter um blog. Não pelo fato de ter um blog em si mas pela dificuldade de manter um público ou - pior ainda - manter uma coesão, interconexão ou coerência entre os textos e assuntos explanados nele.
A dificuldade vem do enorme desafio que é organizar as idéias existentes na minha cabeça.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Guerreiros são os que conseguem enganar seus hormônios.
Tem uma cena no "American Pie" que eu acho simplesmente brilhante. Não lembro o nome dos personagens, nem estou com saco de pesquisar no google, por isso tentarei contar assim mesmo. A menina já está namorando há 1 ano e ela e seu namoradinho de escola ainda são virgens. Os tempos de colégio estão chegando ao fim, por isso, ambos se sentem pressionados socialmente para sair do namoro "pega na minha mão". A menina então vai desabafar com a melhor amiga desencabaçada que pergunta: "O que você está esperando? Qual o problema? Vocês não se amam?". A amiga encabaçada responde: "Não sei se é o momento certo. Quero que seja perfeito". Daí a amiga desencabaçada solta a sábia frase: "Não precisa ser perfeito. É só sexo."
E enquanto você pode estar se perguntando porque diabos eu estou citando uma cena oriunda de uma besteirol americano, eu me pergunto porque diabos você está lendo este texto ainda.Quer saber até onde a maluca aqui vai chegar?
Acabei de ler uma matéria que dizia que aquele tal de Justin Bieber (astro teen... ergh!) anunciou que quer se casar virgem. E logo em seguida o amigo @JonesSantos me reply: "eu nunca acreditei na virgindade". Justo.

Imagina só que legal: Você é virgem, se apaixona por uma pessoa incrível e começam a namorar. Ela te ama tanto quanto e os hormônios e sms’s melosos aumentam proporcionalmente. Mas não, vocês não podem transar antes de colocar um anel no dedo, ela se vestir de branco e assinarem uma folha de papel na frente de um grupo de pessoas sendo que metade delas se emocionará com essa cena. Tipo: não eu não posso provar do prazer absoluto sem que antes realize uma cerimônia cafona. Só eu acho isso ridículo?
Guerreiros são os que conseguem enganar seus hormônios.
Não por eu ser mulher, mas por viver(mos) cercada de gente careta - e porque eu já começo a sentir o cheio do feijão da Patrícia vindo da cozinha - não gostaria de me prolongar muito neste assunto. Só queria finalizar parafraseando o Garcia Marquez dizendo que "O que você vive ninguém rouba. Por isso, não vá morrer sem experimentar a maravilha de trepar com amor”.
E enquanto você pode estar se perguntando porque diabos eu estou citando uma cena oriunda de uma besteirol americano, eu me pergunto porque diabos você está lendo este texto ainda.Quer saber até onde a maluca aqui vai chegar?
Acabei de ler uma matéria que dizia que aquele tal de Justin Bieber (astro teen... ergh!) anunciou que quer se casar virgem. E logo em seguida o amigo @JonesSantos me reply: "eu nunca acreditei na virgindade". Justo.

Imagina só que legal: Você é virgem, se apaixona por uma pessoa incrível e começam a namorar. Ela te ama tanto quanto e os hormônios e sms’s melosos aumentam proporcionalmente. Mas não, vocês não podem transar antes de colocar um anel no dedo, ela se vestir de branco e assinarem uma folha de papel na frente de um grupo de pessoas sendo que metade delas se emocionará com essa cena. Tipo: não eu não posso provar do prazer absoluto sem que antes realize uma cerimônia cafona. Só eu acho isso ridículo?
Guerreiros são os que conseguem enganar seus hormônios.
Não por eu ser mulher, mas por viver(mos) cercada de gente careta - e porque eu já começo a sentir o cheio do feijão da Patrícia vindo da cozinha - não gostaria de me prolongar muito neste assunto. Só queria finalizar parafraseando o Garcia Marquez dizendo que "O que você vive ninguém rouba. Por isso, não vá morrer sem experimentar a maravilha de trepar com amor”.
terça-feira, 8 de junho de 2010
No pólo magnético terrestre.
Ele: Como assim? Quem mentiu pra ti? Sacanagem, hein?
Ela: A gente se acostuma, é o jeito... hehe
Ele: Tem que dar o troco! Prega uma pegadinha do malandro no safado!
Ela: Por que você acha que foi um garoto? SafadO?
Ele: Na falta de um termo assexuado, usei o masculino mesmo, que é genérico... Seria isso um machismo implícito?
Ela: De repente você deve saber que os homens são mentirosos... hehe
Ele: hahaha... Como isso? Seria um tiro no meu pé e também uma hipocrisia já que eu sou sempre muito sincero e honesto, e sou homem, logo...
Ela: Sempre muito sincero e honesto? Ah, baby... Tenhas consciência então que és uma espécie em extinção na sociedade pós-moderna...rsrs
Ele: Nãããão... Como eu existem muitos outros aí... Você que não procurou direito!
Ela: Eu não procuro, me acham! Esse que é o problema...
Ele: Pois é, o problema é justamente esse: os que procuram são, em geral, os pilantras; os que esperam serem achados são os legais... Mas aí como em imãs de pólos semelhantes, quem deve se encontrar dificilmente se encontra...
Ela: Concordo plenamente.
Ele: No entanto, a física garante que há situações em que os pólos semelhantes do imã se encontram, sabe onde?
Ela: Onde?
Ele: Perto do pólo magnético terrestre... A saída pra ti então é chegar lá! ;)
Ela: Ou ficar só, né? Essa alternativa me parece menos trabalhosa...
Ele: E tu tem medo de trabalho, sô? Aliás, eu chamaria de aventura, não de trabalho. Até porque, pense na maravilha que é chegar perto do pólo e ver uma aurora (austral ou boreal)... Deve compensar, hein? [...] Antes eu tinha a impressão de que algumas coisas seriam pra sempre. Ainda bem que não é, sabe... A gente tem que sempre aprender a recomeçar as coisas, botar ponto final em outras. O grande problema é ficar colocando reticências depois do nome das pessoas.
Ela: E mesmo se fosse pra sempre, é possível se conviver com lembranças eternas.

É o silêncio de um
mandando más notícias
para o desespero do outro...
O único silêncio que
perturba
é aquele que fala.
E fala alto.
Martha Medeiros
Ela: A gente se acostuma, é o jeito... hehe
Ele: Tem que dar o troco! Prega uma pegadinha do malandro no safado!
Ela: Por que você acha que foi um garoto? SafadO?
Ele: Na falta de um termo assexuado, usei o masculino mesmo, que é genérico... Seria isso um machismo implícito?
Ela: De repente você deve saber que os homens são mentirosos... hehe
Ele: hahaha... Como isso? Seria um tiro no meu pé e também uma hipocrisia já que eu sou sempre muito sincero e honesto, e sou homem, logo...
Ela: Sempre muito sincero e honesto? Ah, baby... Tenhas consciência então que és uma espécie em extinção na sociedade pós-moderna...rsrs
Ele: Nãããão... Como eu existem muitos outros aí... Você que não procurou direito!
Ela: Eu não procuro, me acham! Esse que é o problema...
Ele: Pois é, o problema é justamente esse: os que procuram são, em geral, os pilantras; os que esperam serem achados são os legais... Mas aí como em imãs de pólos semelhantes, quem deve se encontrar dificilmente se encontra...
Ela: Concordo plenamente.
Ele: No entanto, a física garante que há situações em que os pólos semelhantes do imã se encontram, sabe onde?
Ela: Onde?
Ele: Perto do pólo magnético terrestre... A saída pra ti então é chegar lá! ;)
Ela: Ou ficar só, né? Essa alternativa me parece menos trabalhosa...
Ele: E tu tem medo de trabalho, sô? Aliás, eu chamaria de aventura, não de trabalho. Até porque, pense na maravilha que é chegar perto do pólo e ver uma aurora (austral ou boreal)... Deve compensar, hein? [...] Antes eu tinha a impressão de que algumas coisas seriam pra sempre. Ainda bem que não é, sabe... A gente tem que sempre aprender a recomeçar as coisas, botar ponto final em outras. O grande problema é ficar colocando reticências depois do nome das pessoas.
Ela: E mesmo se fosse pra sempre, é possível se conviver com lembranças eternas.

É o silêncio de um
mandando más notícias
para o desespero do outro...
O único silêncio que
perturba
é aquele que fala.
E fala alto.
Martha Medeiros
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